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A colheita da soja alcançou 10% da área plantada e avança com mais força no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As chuvas foram satisfatórias em quase todas as regiões e a expectativa é de produção de cerca de 104 milhões de toneladas. O mapa abaixo apresenta a precipitação acumulada no mês de janeiro:

mapa
Fonte: INMET

Mato Grosso: a colheita deve atingir 35% da área plantada até o final da semana. As chuvas constantes nas últimas duas semanas impediram um maior avanço da colheita. Parte da soja colhida está com umidade acima dos 14% devido ao excesso de chuvas, reduzindo o preço pago ao produtor. A expectativa de produtividade para o estado é de 54 scs/ha, com destaque para a Região Oeste que tem produtividade estimada em 56 scs/ha. A comercialização até o momento está em 50%.

Mato Grosso do Sul: cerca de 10% da área já foi colhida. A Região Sul do estado sofreu com uma estiagem de cerca de 20 dias em dezembro, o que pode ter reduzido o potencial produtivo da soja. Ainda assim, a estimativa é de produtividade acima de 50 scs/ha e produção 2,4% maior em relação à safra anterior. 35% da soja do estado já foi comercializada.

Goiás: apenas 5% da área foi colhida no estado. Em dezembro, algumas lavouras ficaram entre 15 e 23 dias sem chuvas nas Regiões de Rio Verde e Jataí. Em janeiro as chuvas foram abundantes e colaboraram com o bom desenvolvimento da soja. Porém, já surgem relatos de lavouras amareladas devido ao excesso de chuva, o que vem preocupando os produtores da região. Apesar dos problemas, a estimativa ainda é de boa produtividade. 43% da soja já foi comercializada.

Paraná: também está com apenas 6% da área colhida. Alguns municípios da Região Oeste do estado já estão com colheita avançada e a produtividade está aquém do esperado. A soja tardia foi a que mais sofreu com a falta de chuvas, portanto, a média de produtividade tende a cair à medida que avançarem os trabalhos de colheita. O restante do estado recebeu boas chuvas durante toda a safra e a expectativa é de produtividade boa. O DERAL estima produção na faixa de 18,3 milhões de toneladas, recorde no estado e 11% acima do registrado na safra anterior. Agora a preocupação é com o excesso de chuvas, que causou perdas na Região Norte na última safra. Apenas 14% da safra foi comercializada antecipadamente, contra 34% no mesmo período do ano passado.

Maranhão e Piauí: a colheita na região ocorre a partir do final de fevereiro. Apenas alguns produtores, que plantam milho safrinha após a soja, começaram a colher. A soja recebeu chuvas abaixo da média durante novembro e dezembro e corria o risco de mais uma safra ruim. Contudo, as boas precipitações em janeiro levaram a uma recuperação das lavouras. Se tudo correr bem em fevereiro e março a estimativa é de produtividade próxima a 50 scs/ha. Lembrando que, mesmo colhendo bem, os produtores precisarão de mais uma ou duas safras boas para quitar as dívidas das safras anteriores. Cerca de 40% da soja já foi comercializada.

Bahia: novamente um ano complicado para o estado. Em novembro e dezembro as chuvas foram escassas e, diferentemente de PI e MA, janeiro também foi de chuvas irregulares e esparsas. As perdas até o momento são pontuais, mas podem se agravar caso o clima não seja favorável em fevereiro. A expectativa é de produtividade de 50 scs/ha, redução em relação à estimativa inicial da AIBA. A Bahia está com 50% da soja já comercializada.

Tocantins: a colheita deve iniciar a partir da 2ª quinzena de fevereiro. As lavouras sofreram com estiagem de 18 a 20 dias. A falta de água afetou um pouco o porte da planta, mas ainda não há relatos de perda de produtividade. Em janeiro, a precipitação acumulada acima de 200mm na maioria dos municípios foi suficiente para recuperar as lavouras. A expectativa em Campos Lindos é colher em torno de 55 sacas/ha. Algumas regiões do Tocantins estão com chuvas abaixo da média, como é o caso do município de Mateiros. A comercialização foi mais lenta esse ano e está em torno de 30%.

Rio Grande do Sul: cerca de 25% das áreas se encontram no estágio de enchimento de grãos e 45% em floração, estágios mais delicados para a soja. As chuvas foram abundantes em toda a safra, com casos pontuais de déficit hídrico. Portanto, a expectativa é de boa produtividade nessa safra, apesar do temor inicial de falta de chuva devido ao La Nina. Comercialização antecipada de 20%.

A tabela abaixo apresenta a estimativa de rentabilidade para a soja em algumas das principais Regiões produtoras do país.

Tabela 1 – Estimativa de Rentabilidade da Soja (Lucro / Custo) – 50% de arrendamento

tabela 1Fonte: Agrosecurity

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